Mostrando postagens com marcador olfato dos roedores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador olfato dos roedores. Mostrar todas as postagens

domingo, 28 de agosto de 2011

QUANDO SE TRATA DE COMER, OS RATOS SEGUEM SEU OLFATO


Adoro o cheiro inebriante de um cafezinho sendo preparado, até mais que seu gosto. Será que se eu não sentisse cheiros os gostos seriam iguais ao que sinto hoje? Até que ponto o gosto depende do olfato? Essas perguntas estão sendo feitas pelo pesquisador Don Katz, um professor de psicologia e neurociência, e sua equipe, ao investigar um curioso comportamento de ratos. Segundo o professor Katz, os ratos escolhem o que preferem comer (quando há mais de uma opção) a partir do odor exalado pelo hálito de outros ratos. Isso é verdade mesmo quando os ratos são confrontados com gostos muito amargos como o cacau in natura, um alimento que usualmente não lhes interessa. Como os ratos são animais sociais, o experimento está sendo conduzido em condições de laboratório, mas os pesquisadores assumem que o mesmo comportamento ocorra em vida livre.
O experimento consiste em uma sessão chamada de “treinamento” e outra chamada de “teste”. Na primeira parte, um rato é colocado na presença de outro rato que acabara de comer certo alimento; o primeiro rato era então colocado frente a diferentes alimentos e ele sempre ia comer o que havia cheirado no hálito do segundo rato. Mas se após exposto ao hálito do que havia comido o alimento, o rato “cheirador” tinha seu senso de olfatar suprimido (através de uma pequena incisão no córtex cerebral isolando o centro primário do olfato), ele buscava qualquer alimento indistintamente. Todavia, quando o centro desativado era o do gosto, o rato seguia buscando aquele alimento que anteriormente havia sentido no hálito do rato que havia se alimentado.
O prof. Katz afirma que esses estudos ajudarão a compreender melhor a inter relação entre olfato e paladar no ser humano, já que uma série de intercorrências afetam o sentido do olfato em pessoas.
Enquanto isso, nós, os controladores de pragas, aprendemos um pouquinho mais sobre a neurofisiologia dos roedores, não é?