Mostrando postagens com marcador ratazana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ratazana. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A RATAZANA É FIEL À SUA VIZINHANÇA (Rattus norvegicus)


Um estudo publicado na revista Molecular Ecology e citado pelo Science Daily de 27/5/2009, nos conta que, embora as ratazanas (Rattus norvegicus) pareçam que andam sem destino pelas ruas, esgotos e terrenos baldios, na verdade elas são fiéis às suas vizinhanças onde passam a maior parte de suas vidas. Esse estudo foi feito na cidade de Baltimore compreendendo 11 áreas residenciais de onde foram capturadas 300 ratazanas as quais foram estudadas geneticamente para observar possíveis graus de parentesco entre elas. Vale dizer que a cidade de Baltimore nos últimos 50 anos tem conduzido caros programas de controle da população murina, mas o número de ratos aparentemente continua o mesmo, sem grandes mudanças. Os pesquisadores da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg capturaram os espécimes para o estudo, nos dois lados do largo rio (Jones Falls) que corta a cidade em dois e em cada lado separaram duas comunidades de ratos de 11 quarteirões infestados cada; cada uma dessas áreas Cada comunidade foi então dividida em territórios equivalente a uma rua de área. Em cada território os ratos residentes foram examinados quanto a seu código genético para estudar possíveis parentescos. Os pesquisadores descobriram que essas ratazanas tipicamente permaneciam sempre próximas a seus territórios, raramente se aventurando fora de seu quarteirão, embora observassem que em caso de necessidade, algumas delas podiam percorrer quatro ou cinco quilômetros de distância para repovoar áreas abandonadas. Os estudos sugeriram que ratazanas embora raramente emigrem, os esforços de combate podem fracassar devido a essa tendência a repovoar áreas vazias, razão pela qual os pesquisadores recomendam maior abrangência geográfica das campanhas de controle dos roedores.

sábado, 27 de março de 2010

O MISTÉRIO DO FRANGORRATO – PARTE II

OK, vamos continuar a contar o mistério do Frangorrato. Dêem uma olhada logo aí abaixo para relembrar como a coisa começou e até que ponto havíamos chegado. Eu dizia que um acordo fechou a discussão e os queixosos saíram felizes (bem felizes!). O frigorífico também ficou feliz, por que não, já que conseguiram impedir que o caso fosse levado à mídia, o que contentou bastante o supermercado. Bem, o frigorífico não estava super feliz porque agora se preocupava em saber como aquele rato havia entrado no frango. Primeiramente, fotografaram exaustivamente o réu e enviaram-no para uma Universidade para melhores exames. O laudo (simples) apenas confirmou que o rato dividia seu espaço na carcaça com os pés, a moela, a cabeça e o fígado do galinhão, como era de se esperar. O intruso foi identificado como sendo uma ratazana (R.norvegicus) macho adulto (mais de 200g de peso). E nada mais. Sim a embalagem original não havia sido violada! O pessoal do frigorífico até que se esforçou bastante para tentar entender o que havia ocorrido, mas as hipóteses levantadas não satisfaziam. Então, nem me lembro como, fui chamado para tentar descobrir a trama. Lógico, no primeiro contato, uma reunião com o pessoal do frigorífico serviu para algumas respostas importantes. Antes de mais nada, eles mantinham sob contrato, uma empresa local controladora de pragas há cerca de 5 anos e nunca haviam registrado problemas com roedores no perímetro de suas instalações. Fui conhecer a linha de produção que mais ou menos era a seguinte: os frangos eram abatidos mecanicamente por corte do pescoço, as carcaças recebiam um banho com água ferventes já dependuradas em um sistema que se movia o tempo todo (como uma linha de montagem de uma fábrica de automóveis), passavam por uma despenadeira, eram evisceradas logo adiante, a cabeça, pés, moela e fígado eram separados e caiam em uma esteira rolante. A carcaça continuava e era depositada em uma mesa para preparo final, onde operárias colocavam as vísceras no interior de cada uma; a carcaça era então depositada sobre uma bandeja de isopor e envelopada por uma máquina. Dentro do processo, cada carcaça era manipulada e verificada no mínimo por três pessoas. Quer dizer, para que alguma operária dessa linha pudesse enfiar um rato morto dentro de uma carcaça, teria que haver um conluio entre elas, o que era altamente improvável, para não dizer impossível. Não encontrei sequer uma cíbala (fezes) de roedores no frigorífico. Examinei a canaleta de drenagem de águas utilizadas na linha de manipulação: limpa, higienizada e gradeada. Nada encontrei de suspeito na câmara frigorífica onde as carcaças eram estocadas até seu despacho para o comércio. Revisei meus conhecimentos e não encontrei uma única teoria que pudesse minimamente juntar o quebra-cabeças. Fui embora assoviando para disfarçar e até hoje me questiono, sem sucesso! Por via das dúvidas, anotei bem a marca do frango!
O mistério do frangorrato... continua um mistério!