terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

E ASSIM CHEGAMOS ÀS 12.000 VISITAS!


Pois é! Meio sem querer querendo, como diria Chaves, aquele do beco do Senhor Madruga, Prof. Girafales, Chiquinha e não aquele outro Chavez, o bufão. Foram 12.000 visitas de colegas, profissionais controladores de pragas, que acessaram este blog por opção, por interesse, por diversão ou por qualquer outra razão. Fico muito contente, pois afinal, era exatamente esse nosso propósito: oferecer um pouco da experiência adquirida em mais de 40 anos de trabalho nesse campo, diga-se de passagem, nada fácil! Outra vez agradeço a todos os leitores que têm feito o sucesso deste blog em seus 13 meses de existência. Prometo que só volto a comemorar quando atingirmos a 15.000 visitas, OK? Assim não fico enchendo vocês demasiadamente.
Um forte abraço e até lá!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

SOBRE O (IMPORTANTE) PAPEL DO RESPONSÁVEL TÉCNICO (Parte II)


Bem, em post anterior começamos a discutir a questão do Responsável Técnico (RT) em sua função dentro de uma empresa controladora de pragas. Vimos que esse profissional foi se desenvolvendo ao acompanhar o ritmo de crescimento desse ramo de negócios, até adquirir os contornos e perfil que dele se espera no mercado atual.
Afinal, o que se espera de um RT? Que assine os documentos legais quando de sua competência? Sim, é sua obrigação, mas ao fazê-lo, o RT deve estar bem atento ao conteúdo do que está assinando. Na verdade, se ocorrer algum problema ou acidente em decorrência da execução de um serviço, é o RT que será citado especificamente como réu no Processo. O dono da empresa entra como co-réu, mas o RT vai ter que se explicar e muito perante o juiz. Atuei por diversas vezes como perito de juiz em processos legais onde certas empresas eram acusadas por seus contratantes, em virtude de algum dano que lhes havia sido causado pela execução de algum serviço de controle de pragas. Vou lhes contar um caso para que os RTs que nos lêem percebam a seriedade e a responsabilidade que estão assumindo. Em um caso, o precioso gato da madame, de uma raça rara, passou muito mal depois de uma desinsetização em uma residência e “bateu com as 10”, a despeito dos esforços do Veterinário que atendeu o finado. Aliás, o esforçado coleguinha (também sou Veterinário) aplicou tudo o que havia aprendido e sabia em casos de intoxicação por inseticidas; leu o tal certificado que havia sido emitido pela empresa, verificou qual o princípio ativo do biocida empregado e abalou-se em aplicar o antídoto indicado, mas o felino já nem miava mais de tão mal que estava. Do cadáver extraiu algumas vísceras e enviou para exames patológicos e laboratoriais, a pedido da madame entre chorosa e indignada. Não deu outra: intoxicação por agente químico externo, inseticida mesmo! Rolo formado, aberto um processo por perdas e danos contra a empresa controladora, discussões jurídicas, advogados se enfrentando e adivinhem quem estava na marca da cal? Claro... O RT! Ainda mais que o laudo laboratorial dava como agente causal um inseticida de outro grupo químico diferente daquele indicado no tal “certificado” emitido pela empresa e devidamente assinado... pelo RT! O perito nomeado pela empresa acusada, naturalmente, a defendia; o perito contratado pela acusadora apontava a empresa como culpada. Na confusão, o juiz acabou me convidando para atuar como seu perito e lá fui eu. Não importa a conclusão do meu laudo; importa é que o RT da empresa acabou sendo responsabilizado na sentença final e teve sua atuação profissional suspensa por seis meses. Ah... sim, a empresa escapou porque não havia como caracterizar inequivocamente causa e efeito. In dubio, pro reu (na dúvida, o réu tem razão), diz a lei.
Esse foi só um exemplo do tamanho da responsabilidade do RT.
A RDC 52 diz que esse RT deve se manter atualizado. Parece óbvio, mas isso pode não ser tão fácil como parece a princípio. Aonde e como os RTs vão se informar sobre as novidades e novas descobertas de seu ramo de atividade? Certamente em revistas especializadas... mas quase todas elas são publicadas no idioma inglês, uma ou outra em outros idiomas e nem todos os RTs dominam idiomas estrangeiros. Alguns talvez possam tentar o espanhol. Há em nosso país apenas uma única revista editada em português, a revista da ABCVP. Uma só! Melhor do que nada! É leitura obrigatória. Há alguns sites e blogs brasileiros especializados em pragas, entre eles, este que você está lendo. Podem ser de utilidade. Felizmente, algumas associações de empresas controladoras de pragas costumam oferecer uma agenda interessante de cursos para os profissionais em diferentes níveis, incluindo cursos para RTs. Cursos imperdíveis para os que querem (e necessitam) se atualizar.
A RDC 52 diz também que o RT é diretamente responsável pela execução dos serviços. Amigos RTs: uma palavrinha se me permitem. Vocês realmente têm ideia do que está escrito e determinado nessa lei? Que vocês, RTs, são as pessoas direta e inteiramente responsáveis por todos, eu disse todos, os serviços executados pela empresa controladora de pragas. Ô louco... todos? É sim, todos. É claro que você, o RT de uma empresa meio grandinha, não vai poder acompanhar pessoalmente todos os serviços que podem ser até vários no mesmo dia e horário. E daí? Daí que você só tem um jeito para resolver o enigma dessa esfinge: como ser onipresente? Enquanto o Espírito Santo não lhe contemplar com essa capacidade (até onde sei, apenas os 12 apóstolos de Cristo foram agraciados com esse singular dom), é melhor pensar rápido em uma alternativa. Passei boa parte de minha vida como RT e sei muito bem o tamanho dessa encrenca. Não vi, como ainda não vejo, outra saída: treinamento, treinamento e mais treinamento de suas equipes operacionais; supervisão, monitoramento, atenção, vigilância constante. É bem isso! Arregace as mangas e comece a treinar seus operacionais e chefes de equipe, não só para que eles saibam completamente o que estão fazendo e os riscos envolvidos, como também para que você, RT, possa ter uma noite de sono enquanto as equipes trabalham. Aliás, a RDC 52 (não por acaso) também responsabiliza o RT pelo treinamento técnico das equipes operacionais (vide primeira parte deste tema tratado em post anterior).
Não acabou não, meu! Tem mais e vamos continuar lhe azucrinando em post próximo. Hehehe...

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

SOBRE O (IMPORTANTE) PAPEL DO RESPONSÁVEL TÉCNICO (Parte I)


Queria falar um pouco sobre o Responsável Técnico (RT) das empresas controladoras de pragas e seu (verdadeiro) contexto como profissional nessa área. A história é meio longa, embora tenha começado há não muito tempo atrás (três ou quatro décadas, se tanto). No princípio, as empresas não tinham a obrigação legal de ter um RT em seus quadros. Na prática, as primeiras empresas que começaram a explorar esse ramo de negócios, tinham uma estrutura administrativa e operacional bem simples; não raro era apenas um negócio de família onde o marido era o faz tudo e a esposa atendia ao telefone, anotava recados e talvez montasse a programação da semana, além de cuidar das finanças. Quando o filho do casal crescia e não dava para mais nada, era automaticamente nomeado o ajudante mor de Azurara e passava a ser o faz tudo Junior. Os tempos foram passando, as empresas controladoras crescendo e se departamentalizando; já não era mais possível sobrecarregar este ou aquele funcionário com várias responsabilidades e tarefas. Os proprietários das empresas controladoras, muitos dos quais achavam que sabiam tudo sobre o assunto operacional, começaram a perceber que não era bem assim. A sociedade estava se tornando mais exigente quanto a resultados e também quanto aos métodos empregados, principalmente se preocupando com os produtos químicos utilizados. Os proprietários começaram a ser questionados e nem sempre tinha as respostas técnicas exigidas por seus clientes. A saída era buscar um profissional que fosse mais preparado para as questões técnicas/operacionais da empresa. Surgia, naturalmente, a figura impoluta do Responsável Técnico no cenário. Ao mesmo tempo, interpretando a tendência dos consumidores dos serviços de controle de pragas, a Vigilância Sanitária como um todo (Federal, Estaduais e Municipais onde houvesse) em seu papel regulador, também evoluía e começou impor certas regras a esse jogo, ainda que não muito ordenadas e uniformes no princípio. Uma dessas primeiras regras era exigir que as empresas tivessem em seus quadros um profissional técnico que seria o responsável legal por decisões técnicas, pois o número de acidentes e problemas gerados pela aplicação intradomiciliar e mesmo comercial ou industrial de produtos químicos, crescia à medida que a sociedade aprendia a utilizar os serviços das empresas controladoras. Como a lei, até então) não especificava quais categorias profissionais podiam exercer o papel de RT, alguns Conselhos Regionais de determinadas categorias profissionais começaram a “exigir” que as empresas tivessem como RT em seus quadros, um profissional da categoria desses Conselhos, o que era intimidante, mas não legalmente cabível (há algum tempo atrás, a RDC 18 veio estabelecer quais as categorias profissionais poderiam atuar como RTs das empresas controladoras). Seja para atender as exigências legais, seja por sentir a necessidade, o fato é que as empresas mais organizadas e estruturadas da época começaram a buscar no mercado, profissionais que pudessem atuar como seus RTs o que, diga-se de passagem, nunca foi muito fácil de encontrar até hoje. Daí começou a fase do “RT canetinha” que era um profissional que se dizia habilitado e conhecedor do metiê e que deixava na empresa vários blocos de “atestados” em branco e devidamente assinados, comparecendo à empresa uma vez por mês apenas para receber seu rico dinheirinho. Nessa época, quando eu respondia como RT para uma empresa controladora acumulando com as funções de Gerente da área de controle, uma fiscal da Vigilância Sanitária Estadual SP que nos visitou, deixou uma intimação dando a mim o prazo de uma semana para comparecer pessoalmente aos escritórios da entidade e procurá-la. Compareci devidamente e após me apresentar, perguntei a razão da intimação. A fiscal me esclareceu que havia ocorrido recentemente um caso onde a VS descobriu que uma química que assinava como RT de nada menos de seis empresas controladoras de pragas, havia falecido há aproximadamente quatro anos antes e que, no entanto, seu fantasma continuava assinando documentos legais dessas empresas. Outros tempos, outras épocas essas dos “RTs canetinhas”!
Ah... isso ainda acontece? Puxa, que surpresa!
Pode ser que sim, mas esse comportamento de um RT está a quilômetros do verdadeiro papel de um Responsável Técnico por uma empresa controladora de pragas. Como igualmente está longe (e perdida) a empresa que o contrata.
Hoje, a atuação do RT está definida e normatizada através da Portaria da Anvisa RDC 52 atualmente em vigor (desde 22/10/2009) para todo o território brasileiro. Essa RDC (Resolução de Diretoria Colegiada da Anvisa/MS) define (Capítulo I, Seção III Definições, inciso X) que o técnico responsável deve ser um profissional de nível superior ou de nível médio profissionalizante, que tenha treinamento específico, que deve manter-se sempre atualizado, que seja devidamente habilitado por seu respectivo conselho regional e que passa a ser diretamente a pessoa responsável pela execução dos serviços, pelo treinamento dos operadores, pela aquisição de produtos saneantes desinfestantes e equipamentos. Deve ainda ser responsável pela orientação da forma correta de aplicação dos produtos no cumprimento das tarefas ligadas ao controle e será responsabilizado legalmente sobre possíveis danos que possam vir a ocorrer à saúde e ao ambiente. Sem entrar no mérito dessa simples definição (porque há vários pontos discutíveis e algo inconsistentes, mas isso já é outra discussão), o leitor já pode ir avaliando o tamanho da responsabilidade legal de um RT que assine por uma empresa controladora. RT de canetinha, amigo, já era!
A Seção II dessa RDC 52 estabelece parâmetros para a Responsabilidade Técnica e em apenas um artigo (o 8º.) com três parágrafos, diz que a empresa é obrigada a ter um RT, deve apresentar (quando solicitado pelas autoridades) o respectivo registro junto a seu conselho, não define quais as profissões categorizadas a atuarem como RTs de empresas controladoras e lava as mãos passando esse encargo a cada conselho regional que assim pense. Mas, exige ainda que a empresa seja registrada junto ao conselho correspondente à categoria profissional de seu RT. Apesar de ficar com cócegas na língua para comentar essas definições (algo indefinidas), quero me manter fora desse papo e me ater ao objetivo deste post que é o de comentar alguma coisa sobre o verdadeiro papel do RT dentro da empresa controladora de pragas. Vou ver até quando consigo resistir a essa tentação!
Continuo em próximo post, OK? E vou esfriar um pouco a cabeça...

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

VÃO JOGAR RATICIDA DE HELICÓPTERO PARA CONTROLAR ROEDORES NAS ILHAS GALÁPAGOS


Li hoje em um site da Internet, uma notícia no mínimo preocupante: pesquisadores (sic) vinculados à Administração do Parque Nacional de Galápagos, aquele conjunto de ilhas que pertence ao Equador, situado a cerca de 1.000 km da costa equatoriana e que serviu de base de estudos para Charles Darwin (1809-1892) formular sua discutida teoria da evolução das espécies, decidiram executar uma grande desratização das ilhas, pesadamente infestadas por roedores invasores (oarquipélago nunca teve roedores autóctones - os que ali nascem - todos vieram de fora), jogando raticidas de helicóptero, com o objetivo de dar maior abrangência ao tratamento e abreviar o tempo de trabalho. Os tais roedores são o Rattus norvegicus e o Mus musculus que supostamente invadiram as ilhas, trazidos há séculos por barcos e navios que visitavam as Galápagos. Dizem eles que a população de ratazanas e camundongos está crescendo desmesuradamente nas ilhas porque ali não há inimigos naturais que os possam eliminar estabelecendo o equilíbrio necessário e esses roedores estão se alimentando também dos ovos de tartarugas e certas aves originárias das Galápagos, colocando tais espécies em risco. O plano prevê o uso de raticidas iscas (não foram dados maiores detalhes) os quais, supostamente, não despertam o interesse de espécies não alvos como tartarugas, leões marinhos e várias espécies de aves (sic). Por enquanto, eles testaram o método na menor das ilhas do arquipélago, a ilha Rábida, que tem menos de 800 m2 de superfície (tamanho de quatro campos de futebol). Nas próximas semanas os técnicos verificarão os resultados do teste e se aprovado, vão estendê-lo às outras ilhas do arquipélago. Gatos selvagens, porcos e cabras são alguns dos animais trazidos para as Galápagos que se tornaram verdadeiras pragas. Entre 2004 e 2009 o impressionante número de 100.000 cabras ali foram abatidas a tiro (de helicópteros e de atiradores a pé), já que essa espécie costuma tornar a paisagem um verdadeiro deserto em virtude de seus hábitos alimentares. Aliás, a Ilha de Fernando de Noronha sofre de um problema semelhante com cabras, que se tornaram selvagens depois de abandonadas pelos primeiros habitantes da ilha. Um dia desses conto para vocês alguns desequilíbrios provocados pelo homem lá em Fernando de Noronha, testemunhados pessoalmente.
Devem saber o que estão fazendo, mas, a princípio, acho uma enorme temeridade esse método de desratização em massa. É preciso um estudo de riscos muito acurado. Espero que tenha sido feito!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

LA GARANTIA, SOY YO! (Parte II)


Estávamos discutindo a questão da garantia dos serviços executados por empresas controladoras de pragas e vimos que a tal “garantia” não pode ser expressada sem clareza, se quisermos encantar nossos clientes. Vimos também que a garantia não deve ser expressada em termos de tempo, de prazo de validade, mas sim de acompanhamento e assistência técnica dos resultados obtidos. Dessa forma, a garantia pode se transformar em um excelente elemento da proposta que ajude a consolidar a venda. Vamos ver como podemos operar essa transformação.
A garantia que traz lucros:- antes de tudo, você tem que embutir em sua garantia benefícios que sejam fortes e consistentes. Duas regrinhas para fazer isso:
• Regra n° 1: JAMAIS GARANTA QUE O CLIENTE FICARÁ SATISFEITO. Parece obtuso, não parece? Vamos examinar essa afirmação e, enquanto isso, deixe que seus concorrentes o façam. Não se esqueça nem por um instante que satisfação é um estado de espírito, ou seja, é um conceito subjetivo que pode variar de pessoa para pessoa, conforme a cabeça e o julgamento de cada um. Quando você pensou em dar “satisfação” ao cliente, certamente pensou no seu conceito do que seja isso. Será que o cliente, ao tomar conhecimento de sua promessa, imaginou a mesma “satisfação” que você pensou ao oferecer? Qualquer coisa que ele tenha imaginado diferente daquilo que você pensou, vai deixá-lo insatisfeito, caso não se cumpra. Na verdade, o que se espera de sua empresa, que para tanto foi contratada, é que ela consiga garantir o controle dos insetos (ou qualquer outra praga) na casa de seu cliente (ou outro tipo de recinto). Se você perceber que tal resultado não será alcançado, explique e reexplique a seu cliente as razões antes de aceitar a execução dos serviços. Até hoje nunca encontrei uma situação que não pudesse ser resolvida se o contratante participar do processo de resolução do problema. Faça isso claramente e prometa assumir a responsabilidade dos resultados. Contudo, se tiver que refazer o serviço, refaça gratuitamente, sem dó nem piedade (de você mesmo!). Se mesmo assim você não conseguir controlar o problema, prometa devolver o dinheiro pago e vá mergulhar fundo na pesquisa das razões do seu insucesso. Isso sim é “garantia”!
• Regra n° 2: NÃO SE AFASTE DE SUA PRÓPRIA GARANTIA. Seu cliente vai continuar investindo em você enquanto não se sentir traído, enquanto ele puder confiar em você. O mais interessante nessa postura é que ela é, por si só, retroalimentativa: quanto melhor serviço você prestar, mais confiança seu cliente vai ter em sua empresa e você vai ter que prestar-lhe mais serviços e ainda melhores para garantir essa fidelização. É um perfeito ciclo virtuoso! Seus funcionários e operadores têm que saber dos riscos envolvidos na garantia dada e que um repasse tem um custo que não será coberto de nenhuma forma. Portanto, eles devem igualmente assumir de forma solidária a garantia que a empresa deu ao cliente. Portanto, dar garantias fortes, claras e consistentes tem dupla vantagem: de um lado, elas atrairão clientes os quais vão se sentir seguros ao contratar sua empresa e certos de que vão receber um serviço da mais alta qualidade (com a garantia de novos tratamentos sem ônus adicionais se necessários e ressarcimento se os objetivos combinados não forem atingidos) e, do outro lado, ao dar esse tipo de garantia, você vai se esforçar ao máximo para executar o melhor trabalho que pode, a fim de cumprir o que prometeu e evitar prejuízos financeiros.
Muito provavelmente alguns de nossos leitores estarão de cabelos em pé diante dessa forte garantia (talvez assustadora) que recomendamos. Pensamentos como -“eu não posso dar esse tipo de garantia; vou quebrar se fizer isso!” - podem estar lhes estar passando pela cabeça. Isso pode acontecer de fato, se você tiver dado a garantia a seu cliente de que ele não vai mais ver um só inseto de qualquer espécie rastejando pela casa depois do tratamento executado, o que na prática é pouco provável. Ou então o buraco vai surgir caso você tenha aceitado aquele cliente que acha que você vai acabar com o problema de pragas que ele tem, com apenas um tratamento isolado fantástico e absoluto (o que, aliás, foi você mesmo que prometeu).
A chave para essa situação é: esclarecimento, informação, clareza e transparência. Informe seu cliente, antes de prestar o serviço, exatamente o que ele pode e deve esperar. Isso só vai consolidar a imagem de sua empresa, nunca prejudicá-la. As pessoas gostam de ouvir verdades, ainda que possam não gostar muito de seu conteúdo (médicos sabem disso muito bem). Quando você informar seu cliente que um só tratamento não vai resolver o problema e esclarecer as razões esse fato (muitas de ordem biológica, outras de ordem ambiental), o cliente, ainda que não goste, entenderá, baixará o nível de suas expectativas e não irá se sentir traído quando uma baratinha resolver cruzar seu caminho um ou dois meses depois. Mesmo com sua promessa de devolução do dinheiro, o cliente não vai ficar achando que seu tratamento vai extinguir a existência de cada barata, cada formiga e cada rato da vizinhança inteira. Ele só precisa sentir firmeza de que você está fazendo o melhor que pode, dentro das circunstâncias, para resolver os problemas dele. Afinal, o cliente sempre está disposto a acreditar e só se frustra quando a promessa não é cumprida. Você vai logo perceber que a maioria das pessoas não está de tocaia, prontas para fazê-lo cumprir a garantia a qualquer custo, a repassar e repassar (embora existam pessoas que assim procedem por vício, pelo prazer de aborrecer e incomodar terceiros). Para estes, devolva rapidinho o dinheiro e deixe que eles vão causar problemas para seus concorrentes.
A concorrência:- você ainda está relutante e pensa que dar esse tipo de poder ao seu cliente através de uma garantia firme e consistente vai quebrar sua empresa? Então, pense nisso: você pode estar caminhando sem perceber para o precipício e logo pode estar fora do negócio caso não começar a fazê-lo. Vencerá, vai sair-se melhor no negócio, vai suplantar a concorrência a empresa controladora de pragas que der ao cliente o que ele deseja. Em breve, boa parte da clientela contratante vai estar gravitando em torno das empresas que dão esse tipo sólido de garantia (bem além do “satisfação garantida”). Ironicamente, a coisa que hoje você pensa que não pode se permitir fazer, vai se tornar exatamente a coisa que você não pode deixar de fazer! Na verdade, por incrível que hoje possa parecer, essa garantia firme, ao invés de trazer riscos demasiados à sua empresa, pode alavancar seus negócios, destacá-lo da concorrência e injetar novo ânimo à sua empresa. Talvez o amigo leitor possivelmente até já viva dentro dessa filosofia e apenas não tenha se sentido suficientemente seguro para colocá-la por escrito, isso é normal no princípio. Mas, assim que você começar a escrever essas garantias, imprimi-las e as entregar a seus clientes como um valor agregado a seus serviços, verá seus efeitos e perceberá as enormes vantagens que essa postura vai lhe trazer.
“La garantia, soy yo” é uma realidade de outro país, não a nossa!

MOMENTO CULTURA INUTIL IV: RECLAME


Esse era o nome que se dava no século passado á propaganda comercial. Hoje ainda se usa “anúncio”, mas quando uma empresa queria comunicar seu produto, mandava fazer um “reclame” e publicava em algum jornal ou revista, ou então ia ao ar por uma Rádio de boa audiência. A palavra veio do latim reclamare (dar um aviso público) e se tornou sinônimo de mensagem comercial, através do francês réclame, no século XIX. Quem tem mais de 60 anos certamente vai se lembrar (eu me lembro!) do reclame que quase todos os bondes que circulavam em São Paulo, Rio e Santos (que eu saiba) exibiam: “Veja ilustre passageiro / que belo tipo faceiro / que está sentado ao seu lado / mas, no entanto, acredite / quase morreu de bronquite / salvou-o o Rhum Creosotado”. Esses versos são de autoria de Manuel Bastos Tigre (1882-1957), pernambucano do Recife, que também foi o autor de um dos slogans mais antigos e conhecidos do Brasil, ainda em uso: “Se é Bayer, é bom”. Grande Bastos Tigre, aquele! O pessoal da Bayer deveria colocar um busto desse homem logo na entrada do prédio principal da empresa, ora se deveria!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

LA GARANTIA, SOY YO! (Parte I)


Dizia em bom “portunhol” um vendedor com um sorriso safado nos lábios, tentando passar um equipamento eletrônico em algum país vizinho, a um dos milhares de incautos turistas brasileiros que para ali vão exclusivamente para adquirir certos bens a preços notoriamente baixos. Assim era um comercial de TV que fez muito sucesso no Brasil, a uma década atrás. O objetivo do comercial era, com muito sucesso, sugerir claramente o risco que se corre ao adquirir um produto de baixa qualidade de origem duvidosa, só porque tinha um precinho convidativo. Essa inteligente propaganda (pena que não teve continuidade) explorou, com rara felicidade, a questão da garantia, seja para um produto, seja para um serviço. Esse comercial poderia ser aplicado a, literalmente, qualquer ramo de negócio. Somos bombardeados todos os dias por comerciais enganosos que nos cobrem de garantias de todos os tipos e para qualquer gosto. Ainda que a lei de defesa do consumidor tenha tornado séria essa questão, nada é mais desacreditado do que certas garantias. Dia desses, andando pela rua, esperava um semáforo dar passagem e, enquanto isso, me chamou a atenção um panfleto colado em um poste na altura de meus olhos. Dizia mais ou menos: “Pai Olaiê de Babaluê (sei lá o nome certo do pai de santo). Conquiste a quem você quer, amarração do amor, serviço garantido em duas semanas ou seu dinheiro devolvido”. - Caramba, pensei! Isso sim é que é garantia! Se eu não a conquistar em 14 dias, o Pai Babaluê devolve minha grana! - Mesmo sem precisão, fiquei com vontade de ir lá, só para ver se era verdade.
Mas, por que desconfiamos das garantias? Por que não sentimos firmeza? Muito provavelmente porque cada um de nós já passou por alguma experiência desagradável de precisar valer os direitos da garantia e...
Não pense que isso só acontece em outros ramos de negócios e não no ramo do controle de pragas. Ao contrário, ocorre e com grande freqüência começando por certos fabricantes de produtos e terminando em certas empresas controladoras. Existem bons e maus profissionais, aliás, em qualquer ramo de atividade humana. Com maior freqüência do que se poderia pensar, as relações com nossos clientes passam cada vez mais pela questão garantia. Estes se tornam progressivamente mais conscientes de seus direitos e ao contratar os serviços de uma empresa controladora de pragas, entre os itens fundamentais está a garantia dos serviços
SATISFAÇÃO GARANTIDA“- Não se preocupe, garantimos todos os nossos serviços”. Boa frase de efeito, mas o problema é que muitos dos concorrentes no mercado do controle de pragas usam essa mesma frase e, o que é pior, alguns deles usam somente a frase, nada de garantia real. Todo mundo escuta “Satisfação garantida”. É possível até que alguns de nossos leitores já tenham em algum momento pinçado uma frase dessas e a tenha empregado em algum folder ou folheto da empresa. Só há um problema: dar essa “garantia” faz com que sua empresa fique igualzinha a outras tantas empresas do mesmo ramo. Isso provavelmente levará o cliente a pensar que todas as empresas controladoras são mais ou menos a mesma coisa e, portanto, pode contratar qualquer uma que não vai fazer diferença mesmo. Vamos aclarar as coisas: se você quiser se destacar da concorrência nesse item, vai ter que dar uma garantia bem mais forte e sólida que eles. Há algum tempo atrás, boa parte dos profissionais controladores de pragas achava que dar uma garantia diferenciada era dar um prazo maior para a validade de seus serviços; era comum encontrarmos “garantias” de seis meses, até um ano! Um absurdo, se lembrarmos que os inseticidas de uso permitido dentro das edificações, mesmo os de efeito residual prolongado, não persistem no ambiente muito mais que oito a 12 semanas e, assim mesmo, em condições extremamente favoráveis, o que não acontece na maioria das vezes. Durante muito tempo, imaginava-se que competir era simplesmente esticar os prazos de garantia dos serviços. O foco da tal “garantia” estava inteiro no tempo de validade dos serviços e dentro desse prazo, se necessário, se necessário mesmo, a empresa voltava para executar um "repasse". Felizmente esse tempo já acabou e as empresas sérias e responsáveis não embarcam nessa canoa furada. Na verdade, essa conduta suicida foi uma das maiores responsáveis pelo descrédito que o ramo do controle urbano de pragas experimentou nestes últimos, digamos, 30 anos, até que o quadro começasse a ser revertido e a verdade e o conhecimento técnico finalmente prevalecessem.
Contudo, o que significa a tal “Satisfação Garantida” tão usada comercialmente? Será que ao dizer isso ao seu cliente você não estaria dizendo que ao invés dele ficar “encantado” com o serviço que você prestou, vai ficar apenas “satisfeito”? Será que esse cliente não estaria desejando ficar agradavelmente surpreso com sua presteza, sua capacidade de resolver o problema dele? Será que o cliente não estaria, na verdade, querendo ficar orgulhoso dele mesmo por ter feito a escolha certa ao lhe contratar? De ter gasto muito bem seu “rico dinheirinho”? De não ter feito (novamente) o papel de otário? No entanto, há quem ainda fique dizendo por aí: Satisfação Garantida. E se seu cliente não ficar realmente satisfeito, o que vai ser? Você volta e trata novamente a casa inteira sem qualquer custo adicional? O prédio de escritórios? A indústria ou o armazém? Ou vai “pular fofo” simplesmente alegando que ele (o cliente) fez alguma coisa que comprometeu o tratamento?
Em biologia, sabemos, não existem as palavras “sempre e nunca”. Existe o conceito de maiores probabilidades. Um controlador de pragas, em última análise, lida com seres vivos e não com porcas e parafusos. Seres vivos são capazes de criar e exibir respostas individuais e mesmo coletivas a determinadas pressões e condições , frequentemente nos surpreendendo. A dita “garantia” então, dada por uma empresa controladora de pragas menos atenta, não deveria nunca se referir ao prazo de tempo “livre de pragas” criado pela imaginação fértil de seus técnicos. A garantia a ser dada é a certeza que o cliente deve receber de que haverá monitoramento posterior dos resultados, de que será prontamente atendido caso o problema retorne dentro de um espaço de tempo adequado, de que receberá orientações de manejo ambiental para evitar o problema e coisas desse tipo. Nunca “garantia de seis meses, garantia de um ano, garantia de três meses, garantia de cinco anos, etc, etc”.
Se você pretende se destacar sua empresa nesse concorrido mercado do controle de pragas dando uma garantia para valer, então você precisa dizer claramente ao seu cliente o que fará se ele não ficar inteira e completamente satisfeito
Pense nisso (enquanto eu preparo a segunda parte desse fascinante tema).
Obs: este resumido post, fez parte de uma palestra sobre “Garantia” que dei recentemente em uma reunião de empresas controladoras. Tivemos muitos, muitos debates mesmo!

KOSSIL COM NOVA DIREÇÃO


Acho que grande parte dos profissionais controladores de pragas conhece a Kossil de São Paulo, uma tradicional distribuidora de produtos e equipamentos empregados nesse ramo de negócios. Nas últimas décadas, D.Irene e Issao sempre estiveram à testa dos negócios administrando habilmente a empresa, embora pouco aparecessem no balcão de negócios. Trouxeram a empresa de seu tradicional endereço próximo ao Mercado Central (Pq. D.Pedro) para o novo, à R.Dom Antonio de Melo 82, no bairro da Luz na Capital paulista. Pois, chegou a hora de gozarem um merecido descanso em suas aposentadorias. Boas pescarias aguardam Issao, bons quitutes esperam por D.Irene.
De agora em diante, a Kossil será dirigida por um trio também bastante conhecido dos controladores: Osvaldo Sawasato, Sérgio Notomi e Douglas Walter de Oliveira, pratas da casa, assumem os negócios da empresa com propostas avançadas de competitividade. Como afirma o trio: “não existem negócios que não possam ser fechados, existem negócios apenas ainda não finalizados”.
Aproveitem a vida, Issao e D.Irene! Boa sorte Osvaldo, Sérgio e Douglas!

domingo, 9 de janeiro de 2011

MOMENTO CULTURA INUTIL III: LISTA NEGRA


Eu sei quem elaborou a primeira Lista Negra que se tem notícia! Lista Negra, como se sabe, é uma lista de nomes de pessoas que deverão receber castigo, segundo o entendimento de quem a elabora. Tem listas e listas negras nesse mundo... como tem! Tem muita lista negra pessoal, aquela em que o listado receberá no mínimo o desprezo, se não lhe for destinado algo pior. Tem listas negras coletivas onde um órgão, uma instituição, uma entidade, uma empresa, uma associação, um grupo relaciona as pessoas não desejáveis. Mas, no ano de 1649, o rei Charles I da Inglaterra, por razões políticas, foi deposto, preso e condenado à morte por um colegiado composto de 58 juízes. Cerca de onze anos depois, seu filho Charles II recuperou o trono e daí... já viu! Ordenou que fossem relacionados os nomes dos tais juízes que haviam julgado seu pai, dando origem imediatamente à primeira lista negra oficial da história, embora eu suspeite que tenha havido milhares de listas negras anteriores na história de humanidade. Pois bem, o resultado foi que dessa lista, oito já haviam morrido e dos 50 restantes que ainda estava vivos, 13 foram executados, 25 foram condenados à prisão perpétua e acabaram seus dias nas torres de Londres e o resto escapuliu para outras paragens e passaram o restante de seus dias na clandestinidade. Quer dizer, vida de juiz não é fácil.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

CULTURA INUTIL II: PRAGA


Mais uma “pérola” da cultura inútil. Antes de tudo, vamos desfazer um mal entendido bem comum: os textos sobre pragas editados em língua inglesa podem trazer certa confusão quando traduzidos para o português, falado ou escrito. Em inglês, praga (o animal infestante) é “pest” e peste (a doença) é “plague”. Já vi um texto em um folheto traduzido diretamente do inglês por alguém menos avisado que dizia mais ou menos assim: “... e essas moscas são uma verdadeira peste que entra nas residências e que ninguém tem como impedir”. Só se for na casa dele, porque na minha, a peste não entrará!
Originalmente, por definição, praga é um acontecimento inesperado que atinge multidões despreparadas para enfrentar seus riscos e efeitos, incluindo o de vida. O termo vem do latim plaga que significa “golpe inesperado”. Como ninguém espera ser afetado por uma praga, quando um animal invasor chegava e invadia, passou a ser também chamado de praga. Em espanhol, o termo original foi mantido (praga é “plaga”), mas em português passou a ser praga. A belíssima cidade de Praga, na República Tcheca (considerada uma das 1.000 cidades para serem visitadas antes de morrer), nada tem a ver com praga, é só uma coincidência fonética na tradução do nome tcheco Pragiyotisa (Estrela do Leste) em que a palavra Prag significa “ocidental”.

sábado, 1 de janeiro de 2011

E AGORA... FELIZ 2011!

Tomara que seja um ano produtivo, um ano cheio de sucessos e bons negócios, um novo ano de coisas boas, de fatos que a gente venha a se lembrar no futuro sempre com alegria, um ano cheio de novos conhecimentos e de novos clientes todos satisfeitos. Tomara que tenhamos saúde para aproveitar tudo isso. Tomara que nossas vidas sejam cheias de amor, muito amor. Tomara possamos passar mais tempo com nossas famílias, nossos pais, nossos filhos, nossos irmãos, nossos netos, aqueles primos que raramente vemos, nossos tios e... nossos amigos.
Feliz novo ano a todos nossos leitores, com sinceridade!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

NATAL DOS 10.000! FELIZ NATAL!


CHEGAMOS! CHEGAMOS AO FINAL DE 2010, CHEGAMOS AO NATAL, CHEGAMOS A UM NOVO ANO DE CONVIVÊNCIA, CHEGAMOS AO VISITANTE N° 10.000 COM MUITO ORGULHO! SÓ PODEMOS AGRADECER POR TUDO O QUE ACONTECEU EM 2010, AGRADECER ÀS PESSOAS QUE FIZERAM ESTE ANO SER PLENO, SER FELIZ, SER FANTÁSTICO, COMO FOI. AGRADECEMOS A TODOS OS AMIGOS E COLABORADORES QUE REMARAM FIRME PARA QUE NOSSO BLOG FOSSE O QUE SE TORNOU. AGRADECEMOS EM ESPECIAL AOS NOSSOS LEITORES QUE, COM SUAS VISITAS FREQUENTES AO BLOG HIGIENE ATUAL , FIZERAM DELE UM ESTRONDOSO SUCESSO. GRATO AOS AMIGOS QUE CONHEÇO E AOS QUE AINDA NÃO CONHEÇO.
FELIZ NATAL A TODOS, DESEJAMOS UM NOVO ANO DE MUITO SUCESSO PESSOAL E NOS NEGÓCIOS.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

CULTURA INÚTIL: O PAPAI NOEL


Acho até que já comentei sobre isso neste blog... ou teria sido em outro lugar? De qualquer forma, devo reafirmar meu especial interesse pessoal pela chamada “CULTURA INÚTIL”, um conjunto de conhecimentos e fatos que nada acrescentam ao nosso dia a dia, mas não deixam de ser extremamente interessantes. Além de mim, conheço um colecionador de cultura inútil famoso e importante: Max Gehringer, o conhecido estudioso do mundo corporativo, articulista de sucesso de diversas revistas. Para que serve a cultura inútil? Como o próprio nome está dizendo, para nada, exceto ser divertido. O acervo da cultura inútil é literalmente infindável e, como gosto, fico colecionando conhecimentos inúteis sempre que posso, alguns dos quais quero ir compartindo com meus amigos leitores que se interessarem pelo assunto. Vamos ver.
Já que estamos na época apropriada, quero começar desmentindo a crença popular dos adultos e me juntando à crença das crianças: sim, Papai Noel existe! O velhinho simpático, rotundo, de barbas e cabelos brancos, com expressão sempre feliz, foi primeiramente desenhado, tal como o conhecemos hoje, por Haddon Sundblom (1899-1976), um artista norte americano que foi contratado em 1931 pela Coca-Cola Company para dar uma imagem definitiva a Santa Klaus, o Papai Noel deles que, até então, era desenhado em uma variedade de formas e cores, a maioria parecendo gnomos (aqueles duendes que a Xuxa acredita). Aliás, a primeira propaganda da Coca que usou o novo Papai Noel, era o bom velhinho sentado em seu trenó (ainda carregado de presentes), supostamente dando uma pausa e, naturalmente, saboreando uma garrafinha de Coca-Cola. Sundblom começou por definir a cor da roupa do bom velhinho, o vermelho (porque era a cor oficial da Coca-Cola); a partir de 1940 o artista foi tornando o Papai Noel cada vez mais parecido consigo e ele acabou dando à criatura seu próprio rosto. A imagem resultante era tão simpática que foi sendo popularizada e adotada no mundo todo. Grande lição de Marketing, não? Espertamente, a Coca-Cola nunca patenteou essa imagem, pois à companhia interessava que ela fosse divulgada e reproduzida ao máximo, funcionando como “merchandising” para seu produto. Na verdade a lenda do Papai Noel é antiga, aparentemente originando-se na figura de um santo católico que viveu na Turquia, em torno do ano 400 D.C., o São Nicolau que costumava dar presentes às crianças pobres no Natal e era retratado com roupas de inverno da cor branca ou prata. O nome brasileiro de Papai Noel veio diretamente do francês Père Noël (Pai Natal).

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

UM DIA NA VIDA DE UM CAMUNDONGO (Mus musculus) – Parte II


Estávamos acompanhando a saga de um dia na vida de um camundongo em post anterior. Pois ele acaba de expulsar um rival invasor; cheio de testosterona e adrenalina, é bastante provável que prontamente procure uma de suas esposas para acasalar-se repetidas vezes, caso ela esteja no cio ou próximo a ele.
Dispersão natural:- a família de nosso herói tinha anteriormente seis filhos machos que ao atingir suas respectivas maturidades sexuais, foram, como é usual, banidos pelo pai do território onde nasceram tão logo começaram a se interessar pelas fêmeas da colônia. Essa dispersão natural dos machos para outras áreas adjacentes de moradia e alimentação, combinada com o veloz crescimento populacional, é a razão pela qual os camundongos rapidamente conseguem se espalhar por toda uma área construída, formando novas colônias, assim que consigam atrair a atenção de uma ou mais fêmeas nômades.
DICA PARA O CONTROLE:- quando você encontrar camundongos ou sinais deles em diversos andares de uma edificação, não pense que se trata de uma só colônia com camundongos que gostam de deambular para cima e para baixo em busca de alimentos. Na verdade, você estará diante de uma infestação composta por várias colônias, cada qual em seu delimitado território. Você terá que iscar (ou colocar armadilhas de captura, a seu critério) em cada território individualmente.
Depois de ter reconhecido seu território, se alimentado um pouco, localizado e expulsado um intruso e coberto uma fêmea, nosso solerte herói tem fome novamente. Ele retoma uma série de circuitos buscando alimento que ele sabe onde encontrar, mordiscando aqui e ali pequenas porções durante toda a noite, comendo cerca de 20 vezes ou mais. Em um ponto do território, ele chega ao seu local favorito de alimentação onde para mais tempo que nos demais pontos, sob uma prateleira onde um saco de alpiste anteriormente roído por ele, derrama sempre alguns grãos no chão.
DICA PARA O CONTROLE:- um forte cheiro típico de camundongos (quem conhece, reconhece) e muitas fezes em pontos onde haja alimentação, demonstram os locais preferidos desses pequenos roedores. Tais pontos, certamente, são os melhores para que ali coloquemos nossa isca raticida ou algum artefato de captura. Camundongos são animais muito curiosos (neofilia), enquanto seus primos ratazana e rato preto são muito desconfiados (neofobia). A presença de um artefato de captura recentemente colocado em seu território, certamente vai despertar sua atenção e curiosidade; esse objeto será prontamente investigado e pode capturá-lo. Pela mesma razão, iscas raticidas (de boa qualidade) podem ser ingeridas na mesma noite em que colocadas nos pontos certos de presença e passagem dos camundongos. Mas, lembrando do fato de que eles apenas mordiscam um alimento encontrado e já partem para buscar outra porção de alimento, divida a isca em pequenos monturos afastados por um palmo de distância mais ou menos; dessa forma, ele vai mordiscar em vários montículos da isca e acabará por ingerir a dose que o eliminará.
Mais uma vez voltando ao camundongo de nossa história, finalmente, já na noite avançada, ele está cansado e de barriga cheia. Decide voltar ao ninho para um merecido descanso. Aninha-se, mas não dorme imediatamente. Começa a executar uma minuciosa limpeza de seu pelame através de vigorosas lambidas, retirando todas as sujidades que ficaram aderidas a suas patas, cauda ou pelos. Passa um bom tempo nisso. O sono vence e ele dormita um pouco. Acorda mais tarde, retoma a limpeza do pelame e volta a dormir. Continuará assim pelas próximas 12 horas enquanto o dia lá fora está claro e há muito movimento de pessoas.
E assim, passa-se mais um dia na vida de um bravo camundongo; mais um dos 365 dias que totalizam sua vida inteira...

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

UM DIA NA VIDA DE UM CAMUNDONGO (Mus musculus) – Parte I


A luz do dia começa a desaparecer e surgem as primeiras lâmpadas acesas. Com elas também surge um focinho cercado de longos bigodes cheirando nervosamente o ar, saindo cauteloso de um pequeno buraco na junção da parede com o chão. É um camundongo macho adulto, líder de uma família composta de algumas fêmeas e diversos filhotes em diferentes idades, vários ainda não desmamados, que esteve esperando horas por esse momento no vão oco da parede onde mora. Expondo somente a cabeça, ele fica estático por um segundo ou dois, cheirando nervosamente o ar ambiente em busca de odores que podem denunciar a presença de seus atávicos inimigos naturais, o cão e especialmente o gato. Será que existe algum perigo? Como todos os camundongos ele enxerga mal na escuridão, pois não dispõe, como os gatos, de visão noturna; seus olhos negros hipertireoideanos (globosos) vêem pouco, não muito longe na semiescuridão daqueles minutos onde a noite começa. Em compensação, esse formato globoso dos olhos lhe dá a condição de perceber qualquer coisa se movimentando na mais completa escuridão. Por isso, o camundongo tem que confiar mais em seus outros sentidos. Suas narinas trêmulas e seus ouvidos ampliados por orelhas em forma de concha acústica, lhe dizem: “tudo bem!”. E assim, o camundongo começa a percorrer o primeiro de vários circuitos idênticos que fará em seu conhecido território aquela noite. Ele visitará inúmeros pontos daquela área, a qual conhece tão bem, confiando muito mais em sua notável memória quinestésica (uma gravação subconsciente de uma série de movimentos musculares e deslocamentos em diferentes sentidos) do que em seus olhos, ouvidos e focinho. Vira à direita e corre 20 passos, pára e vira à esquerda em diagonal e corre 10 passos, sobe pela lateral cerca de 0,5 metro e chega ao saco de farinha de trigo que ele havia localizado uma semana antes. Come um pouquinho nervosamente e já se movimenta para buscar outra fonte de alimento, mesmo tendo uma saca inteira à sua disposição. Ele sabe que não deve ficar parado por muito tempo, pois é aí que mora o perigo, um gato pode estar esperando por ele exatamente nesse ponto e então... babau, já era um camundongo. Estimulado pelo ato alimentar, seu intestino funciona e ele rapidamente defeca algumas cíbalas. Vira o corpo novamente, anda cerca de 50 cm e encontra outro alimento; mordisca um pouco de aveia caída na prateleira através do orifício que roera na embalagem dias antes. Sai para a direita e anda 12 passos. Um momento! Onde está a caixa de sementes de girassol onde ele complementou sua refeição ontem mesmo? Afinal, ele precisa ingerir cerca de 5 g de alimento por noite.
Mudança de posição:- uma caixa que foi movida de lugar representa um verdadeira crise para o camundongo. Seu universo mudou! A vida ficou mais complicada para ele e nosso herói interrompe sua atividade normal. Na próxima hora ele vai reexplorar seu território, investigando qualquer objeto velho ou novo. Assim ele reestabelece suas rotas e reprograma a memória para seus movimentos musculares, de forma que novamente consiga deslocar-se livremente pela área de seu território, o qual na verdade não é grande: 3 m para cada lado e para o alto.
DICA PARA O CONTROLE:- a mudança de lugar dos objetos na área infestada por camundongos, ajuda a aumentar a eficácia de ratoeiras, armadilhas e das iscas raticidas, pois os camundongos irão investigar as mudanças ocorridas em seu território. Um sistema permanente de mudança ativa dos objetos e estoques pode auxiliar grandemente o combate a camundongos nos depósitos, armazéns e despensas.
Tudo inspecionado e memorizado novamente, nosso camundongo retorna à sua rotina de percurso do território e de alimentação. Mas, agora, ele não está mais sozinho. Na verdade, o camundongo raramente está só, simplesmente porque em matéria de reprodução o camundongo deixa o coelho envergonhado de seu desempenho. Atrás dele, surgem “as esposas”, sim porque ele mantém um harém e um bando de filhotes já desmamados que estão em fase de aprendizado; estão acompanhando suas mães as quais lhes ensinam certos fatos da vida! Os filhotes machos têm curta autorização para ficar nesse território, pois ao primeiro sinal de aproximação de sua maturidade sexual, o macho líder do harém (seu pai, por sinal) os expulsa na base da cacetada. Eles que se mudem para outra freguesia e que vão formar suas próprias famílias. Os filhotes fêmeas têm permissão do pai para seguir morando no mesmo território, onde vão se tornar novas esposas do pai ou podem abandoná-lo se assim o quiserem. Muito liberal esse sistema! O camundongo fêmea atinge sua maturidade sexual em torno de 30 ou 40 dias depois que nasceu, tem de 6 a 8 cios por ano e produz de 6 a 7 filhotes por ninhada, cerca de 19 dias depois de ter sido coberta pelo macho. Dois dias depois do parto ela já está entrando no cio novamente e poderá ficar prenhe mais uma vez. Pense só nisso: todos os seus filhos, netos, bisnetos e tataranetos podem ter filhos no mesmo ano! Se todos esses descendentes vivessem, o que não ocorre, pois a taxa de mortalidade pode ser alta na comunidade por diferentes fatores, um único casal de camundongos poderia, teoricamente, gerar até 5.000 descendentes em um só ano.
Um defensor agressivo:- vamos voltar ao nosso valente personagem. Enquanto percorria seu território, suas narinas detectam o odor de outro camundongo macho adulto. Ele o procura, já cheio de testosterona, e o localiza a meio metro de distância, percebendo de imediato que se trata de um forasteiro invasor. Usando todo o peso de seus 20 g, nosso valente camundongo atira-se fortemente contra o invasor e trava com ele uma violenta luta de agarrões, dentadas, recuos e investidas de ambas as partes. Os camundongos da vida real nada têm a ver com os tímidos e carinhosos camundongos dos desenhos animados que estamos acostumados a ver na TV. Na vida real eles são agressivos protetores de seu território e do seu status social na colônia. A família de um camundongo é constituída de um macho dominante, duas ou três fêmeas reprodutoras e um bando de filhos. Em caso de invasão do território da colônia, não raro as fêmeas também se envolvem diretamente na pancadaria e juntos, os adultos, botam o invasor para correr, ou morrer. Na verdade, o território de uma colônia de camundongos é surpreendentemente pequeno. Vai de seu ninho localizado no vão da parede, do qual sai por um discreto orifício que eles roeram, continua por não mais de 3 ou 4 metros de piso livre, sobe pelas prateleiras e passa por uma série de caixas e caixotes, algumas ripas e caibros até chegar de volta ao ninho. Como a maioria dos camundongos, nosso herói viaja no máximo 4 ou 5 metros de seu ninho; raramente encontramos um território de camundongos maior que 8 metros de diâmetro.
DICA PARA O CONTROLE:- No ponto em que você avistar um camundongo (ou lhe informarem onde foi observado) ou você observar evidências de sua presença (fezes, roeduras, etc), imagine uma meia esfera tridimensional de 3 metros de raio em todas as direções. Esse será o provável território da colônia infestante, área dentro da qual você deverá executar o combate. Portanto inspecione cuidadosamente essa área para saber onde colocar seus raticidas (ou artefatos de captura).
E o que mais sobre o dia de nosso herói camundongo? Bem... aguardem um próximo post de continuação dessa saga, OK?

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

CUPIM SUBTERRÂNEO FOI RENOMEADO


O conhecido Coptotermes havilandi (Wasman, 1896), família Rhinotermitidae, subfamília Coptotermitinae, uma das espécies de cupins subterrâneos, recebeu um novo nome científico e passou a se chamar Coptotermes gestroi desde 2003. Coisa de estudiosos da Sistemática que devem ter encontrado razões científicas para a mudança da nomenclatura desse cupim. Mas os dois nomes são aceitos como sinônimos. O que se supõe é que esse inseto social proveniente do sudeste asiático chegou ao Brasil por meio de navios, em madeiras contaminadas. Atualmente se destaca como uma praga urbana por consumir madeira nas edificações e tornou-se essencialmente urbano.
Portanto, os leitores que ainda não sabiam, anotem aí o novo nome do cupim subterrâneo.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

SERÁ QUE VOCÊ ESTÁ ARMAZENANDO DE FORMA CORRETA SEUS BIOCIDAS?


Há algum tempo atrás, um colega nosso descreveu-nos o incêndio que ocorreu em sua empresa controladora de pragas e que atingiu o depósito de inseticidas e raticidas. Contou ele, primeiro que a empresa tinha seguro que cobriu os prejuízos e, segundo, que sob a ação do fogo alguns dos produtos ali estocados passaram a liberar vapores tóxicos causando sérios riscos para os bombeiros que tentavam apagar o incêndio, além de que alguns vizinhos e curiosos tiveram que receber atenção médica por terem respirado fumarolas tóxicas. Contou ainda que a água despejada pelos bombeiros tornara-se leitosa de tanto inseticida que levava junto escorrendo livremente pelo chão e ao longo do meio fio, sendo dragada pelo sistema de coleta de águas pluviais, provavelmente indo poluir severamente algum curso de água mais adiante. Observem quantos eventos se desencadearam por um acidente imprevisível. Imprevisível? Nem tanto! Até poderia não ser previsto, mas certamente poderia ter sido minimizado se o depósito tivesse seguido as boas práticas operacionais para esse caso. O incidente, por si só, demonstra que a armazenagem incorreta dos inseticidas e raticidas pode causar. incêndios e outras fatalidades que não avisam antes de acontecer. Infelizmente são poucos os profissionais que estão atentos às disposições adequadas recomendadas na armazenagem dos biocidas que utiliza.
Considerando que a armazenagem incorreta ou inadequada dos biocidas nas empresas controladoras de pragas (e mesmo nos órgãos públicos que trabalham com inseticidas e raticidas) pode causar uma série de problemas e riscos desnecessários, achei que seria interessante fazermos uma revisão desse assunto, lembrando alguns pontos importantes:
• A RDC 52, que está em vigência e que vale como lei para todo o território nacional regulamentando a prática das empresas controladoras de pragas, estatui que o depósito de biocidas deva ser separado dos demais recintos da empresa e deve destinar-se exclusivamente ao depósito de biocidas. Eu complemento: e deveria ter um sistema de aeração (troca do ar ambiente) que minimizasse o risco de inalação de vapores que inseticidas mal tampados possam estar emitindo. Isso é particularmente verdade se a empresa emprega fosfina ou brometo de metila, gases tóxicos muito utilizados em tratamento por expurgo. Como dizia minha finada avó: “Não pegue, menino! Isso faz xixi na mão de criança”. Sábia avó.
• Planeje bem seu depósito dotando-o de paredes e teto resistentes ao fogo. Qualquer arquiteto poderá lhe informar sobre quais materiais devem ser utilizados em depósitos de produtos inflamáveis. Não é nenhum bicho de sete cabeças.
• Todos os produtos inflamáveis ou explosivos que possam estar estocados em seu depósito (atenção para aerosóis) devem ser guardados no interior de armários metálicos à prova de fogo, os quais podem ser encontrados facilmente no comércio especializado. Não falo de prateleiras, falo de armários com porta.
• É indispensável a colocação de extintores de incêndio de capacidade razoável junto à porta do depósito, um de pó seco e outro de água pressurizada. Devem estar colocados do lado de fora do depósito para que estejam disponíveis em caso de necessidade, nunca do lado de dentro. E vê se os mantém dentro da validade, não é? Se for possível, instale na empresa uma caixa d’água elevada de capacidade tal que permita o combate a um incêndio de pequenas proporções.
• Dentro do depósito de biocidas não deve existir nenhum ralo. Se tiver, qualquer quantidade de inseticida líquido que cair ao chão poderá escoar ralo abaixo e ser despejado no esgoto; vai acabar aumentando a poluição de algum curso de água. Se já houver ralos presentes, tampe-os. O que fazer então quando um inseticida cair ao chão? Simples: basta jogar um pouco de serragem seca que absorve muito bem substâncias líquidas; depois, é só varrer e recolher o inseticida derramado, agora na forma sólida. Portanto, moçada, caixa com serragem e cavacos de madeira no depósito de inseticidas, certo? Conheço uma empresa que utiliza para esse fim aquelas areias destinadas a absorver urina de gato, encontradas em Pet Shops.
• Compre e armazene inseticidas em quantidades não excessivas. Mesmo que você queira comprar em quantidades maiores, para aproveitar alguma promoção, por exemplo, negocie com seu fornecedor a entrega parcelada dos produtos, digamos uma vez cada duas semanas ou outra frequência que lhe atenda.
• Evite armazenar inseticidas em grandes embalagens. Armazenando em embalagens pequenas, caso alguma se danifique, a perda (e a contaminação do ambiente) não será grande, sendo mais fácil remover o produto derramado.
• Guarde sempre as máscaras nasais e as roupas de proteção fora do depósito de biocidas. Dessa forma, caso ocorra algum vazamento perigoso, esses equipamentos de proteção estarão onde podem ser alcançados com facilidade.
• O depósito de biocidas deve se situar em área segura e protegida. A chave deve ficar na posse de funcionários responsáveis. Já ouvi relatos vários de acidentes provocados por biocidas roubados dos depósitos de empresas controladoras ou de serviços públicos.
• Providencie para que seu depósito seja um local bem arejado e com temperatura ambiente nunca alta demais. Alguns inseticidas podem sofrer degradação sob altas temperaturas.
• Produtos que podem contaminar outros através de seu cheiro ou vapores, devem ser armazenados em separado. Os raticidas, por exemplo, devem ser estocados longe dos inseticidas para não absorverem o cheiro destes e assim serem evitados pelos roedores. Herbicidas podem contaminar inseticidas se guardados lado a lado.
• Assim que você tiver seguido todas essas recomendações, procure o Corpo de Bombeiros mais próximo e tenha uma boa conversa. Tenho a certeza de que eles terão ainda excelentes sugestões a lhe fazer e que poderão ser muito úteis para evitar acidentes desagradáveis posteriores.
• Caso você se interesse por esse tema e outros ligados às boas práticas no ramo do controle de pragas, permita-me sugerir o livro “Boas Práticas Operacionais no Controle de Pragas”, de nossa autoria, que pode ser adquirido na forma de um E-book (livro virtual) pelo site www.pragas.com.br (clique sobre esse endereço para fazer link direto com o site).

CONSULTA PÚBLICA SOBRE ROTULAGEM DE PRODUTOS SANEANTES


O maior interesse sobre esse assunto é, sem dúvida, dos fabricantes de produtos saneantes, mas não custa estarmos informados, certo? Encontra-se em consulta pública proposta de RESOLUÇÃO que dispõe sobre Regulamento Técnico para Rotulagem de Produtos Saneantes. Padronizar os rótulos de saneantes vendidos no país e aprimorar as informações que chegam ao consumidor é o que pretende a proposta de resolução que a ANVISA submeteu à Consulta Pública (CP) desde quinta-feira (4/11). A população terá 60 dias para enviar sugestões e críticas ao texto. Este regulamento possui o objetivo de elaborar, revisar, alterar, consolidar, padronizar, os procedimentos e requisitos técnicos para rotulagem de produtos saneantes, de forma a gerenciar o risco à saúde e implementar a adequação com o Sistema Globalmente Harmonizado (Global Harmonized System – GHS) para a Rotulagem e Classificação de Produtos Químicos.
Essa consulta pública leva o n° 102 (de 03/11/2010) e foi publicada no DOU de 04/11/2010. A consulta pública ficará aberta até 03/01/2011.
(Agradecimentos a Lucy Figueiredo pela colaboração)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

CONTROLANDO INSETOS EM CONDOMÍNIOS: BOM NEGÓCIO OU UMA GRANDE DOR DE CABEÇA? – PARTE III


A gente estava falando dos problemas e soluções para executar um controle de primeira em condomínios e havia começado a comentar os passos para que a empresa controladora de pragas contratada estabeleça um Manejo Integrado, o qual será capaz de produzir os resultados desejados por seu contratante e garantir a fidelidade desse cliente. Vimos a informação ao síndico, a inspeção, o fichário, as pragas e a manutenção do prédio. Em frente:
Determinação dos focos:- analise suas fichas para determinar quais áreas do prédio estão com maiores problemas. Esses serão, provavelmente, os focos dos quais as pragas observadas estão partindo, se disseminando pelo prédio e invadindo novas áreas. Em prédios muito infestados, é comum localizarmos um ou dois focos por andar. Sem uma completa limpeza desses focos, as chances de sucesso são praticamente nulas. A administração precisa entender esse ponto e providenciar, de alguma forma, que essa limpeza seja efetuada.
Informação aos moradores:- o ideal seria que cada condômino estivesse informado sobre as pragas encontradas no prédio e como proceder para evitá-las. Na prática, no entanto, isso é um tanto difícil, embora se possa chegar bem próximo através de reuniões gerais dos moradores onde o tema seria abordado pela empresa contratada. Na verdade, essas reuniões de condomínio não são muito frequentadas e você pode perceber que exatamente os moradores que mais estão contribuindo para as infestações do prédio, são os que não estarão presentes e depois, ainda vão reclamar das despesas que a desinfestação acarretará. Mas, nessa reunião, você poderá ouvir as informações de condôminos que muito lhe ajudarão a melhor conduzir o programa; você deve aproveitar para ouvir sugestões (nem sempre exeqüíveis) e esclarecer dúvidas. Simule estar acatando algumas dessas sugestões (aquelas que são pertinentes) e elogie as opiniões adequadas. Quando as sugestões partem dos moradores, é uma certeza de que eles participarão voluntariamente do programa e até pressionarão outros a fazê-lo.
Tratamento:- o dia, ou dias, do tratamento deve ser de amplo conhecimento geral da comunidade. A fixação de avisos em diversos locais estratégicos de fácil visualização é recomendável. É bastante importante que pessoas e animais não estejam nos recintos durante o tratamento e por algumas horas após, tempo esse que dependerá dos biocidas empregados pela empresa e as condições de arejamento dos ambientes. Regra geral: deixar portas e janelas abertas para facilitar a circulação plena do ar, até que a calda seque. Se o tratamento for exclusivamente feito com gel, esse período de interdição é desnecessário. A opção de empregar inseticidas gel ou por pulverização de calda, é da empresa contratada e a decisão de usar este ou aquele método (ou até ambos) vai depender sempre de diversos fatores ambientais e relacionados à própria praga a ser combatida. Mas, isso é uma outra história que fica para outra vez. Só quero comentar (mais uma vez e sempre) que pense muito antes de adquirir biocidas de baixa qualidade ou de origem duvidosa; o resultado final pode ser totalmente comprometido por uma escolha errônea.
• Reforço automático:- duas ou três semanas depois, você deve proceder a um breve reforço do tratamento nos pontos de focos mais importantes. Esses focos precisam ser controlados de qualquer maneira, sob risco de comprometer o todo. Esse reforço será também uma excelente oportunidade para verificar se as medidas corretivas foram aplicadas nesses focos; se não foram, reitere junto ao síndico a importância dessas ações. Por outro lado, esse reforço automático vai reforçar sua imagem de empresa séria e comprometida com os resultados, ajudando a fidelizar seu cliente.
Situação de controle:- já naquele repasse automático você poderá avaliar se a situação das infestações melhorou. Se não, é preciso apontar à administração do prédio o que deve ser ainda feito ou posto em prática. Caso as infestações do condomínio tenham sido drasticamente reduzidas, o que certamente ocorrerá se o trabalho tiver sido bem feito, e estejam em níveis tais que não causem maiores problemas aos moradores, estes devem ser informados do sucesso do programa através de uma circular, a qual deve reiterar as medidas necessárias para que as infestações não voltem a crescer. Informe que sua empresa iniciará a fase de monitoramente e que tratamentos individuais das unidades poderão ser requeridos sempre que necessário.
Monitoramento:- Esquematize um programa de monitoramento posterior, ou seja, um esquema de visitas periódicas ao condomínio (pelo menos duas vezes ao ano) onde você poderá verificar, através dessas inspeções de alguns pontos focais, como estão indo as coisas. Não deixe seu cliente desatendido, destaque-se da concorrência. Nas visitas de monitoramento aponte medidas corretivas ainda não adotadas, verifique se não há deterioração de certas áreas, aponte (sempre por relatório escrito, velhos e novos problemas que possam estar contribuindo para a instalação de pragas. Servirão também para você determinar se já está na hora de nova intervenção.
A essa altura você deve estar imaginando que essa abordagem deve ter um custo alto e que assim seu preço final será mais alto do que os preços praticados pela concorr6encia e que, dessa forma, nenhum condomínio vai lhe contratar. Você está certo... e errado! De fato, serviços diferenciados provavelmente custam mais caro, mas, preço não deve ser encarado como fator impeditivo. Caro ou barato são fatores totalmente subjetivos e cai na esfera discricionária de cada individuo que o julga. O que é preciso, nos dias de hoje, é agregar valor à sua mercadoria ou serviço. O Manejo Integrado pode ser o diferencial que poderá alavancar seus negócios. Não tenha medo se sua proposta for a mais alta dentre as cotações levantadas. Você só precisa apresentar uma proposta tecnicamente consistente, a preço justo e justificável. Não foi cobrando preços baratinhos que grandes empresas em todo o mundo venceram em um mercado selvagem; empresas tais como a Xerox, a IBM, a Brastemp, a Mercedes Benz, a Coca-Cola, a Petrobras e outras tantas. Sabe o que há de comum entre elas? TODAS COBRAM OS PREÇOS MAIS ALTOS DE SEUS MERCADOS! Apenas souberam vender, valorizar e agregar valor em seus produtos, que, por sinal, são de ótima qualidade. E não é isso que você quer? Pense bem.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

ALÔ, ALÔ… VISITANTE NÚMERO 9.000

Seja muito bem vindo ao nosso blog! Sinta-se em casa, pois ele foi feito para ser isso mesmo. Temos uma grande lista de posts já publicados para que você possa passar algum tempo conosco pesquisando, lendo, buscando e, gostaríamos, apreciando. Esses posts são praticamente todos de interesse seu, amigo controlador de pragas urbanas e abordam os mais diferentes itens, campos, assuntos e temas. Há posts exclusivamente técnicos, outros são de interesse geral, há assuntos ligados à legislação de nosso ramo, há muita coisa sobre relação com os clientes e por aí vai. Se quiser, coloque um comentário sob o post que lhe interessou e, se desejar, há uma coluna na esquerda sobre Perguntas & Respostas, ambas curtas. A todos os leitores que têm prestigiado o blog do Higiene Atual, obrigado... 9.000 vezes!